segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Médico, que deu dois anos de vida a Chávez, teve que fugir
O cirurgião Salvador Navarrete que numa entrevista a revista mexicana Milenios, disse que o tumor maligno de origem muscular instalado na pélvis Hugo Chavez é muito agressivo e que a expectativa de vida nestes casos pode ser de até dois anos, foi perseguido e ameaçado pela polícia secreta do presidente e teve que deixar o país, às pressas, temendo pela sua segurança e dos seus familiares. De repente a expectativa de vida do médico ficou mais curta do que a que ele previu para o presidente.
Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters 
O presidente Hugo Chávez, na pele de romeiro, recebe a bênção do cardeal Mario Moronta durante uma missa no santuário Cristo de la Grita, no estado de Tachira, dia 20, disse está pagando uma promessa pela “cura” do câncer. (?)

O presidente Hugo Chávez, na pele de romeiro, recebe a bênção do cardeal Mario Moronta durante uma missa no santuário Cristo de la Grita, no estado de Tachira, dia 20, disse está pagando uma promessa pela “cura” do câncer. (?)
Postado por Blog de Cinthia
Fontes:G1, Portal Terra, TVI 24, Milenio, Informe 21, Wahington Post, Tal Cual, Punto Medio - Noticias
O médico Salvador Navarrete, ex-integrante de uma equipe que cuidou da saúde de Hugo Chávez, sentiu-se ameaçado pela polícia secreta do presidente e fugiu da Venezuela, com a família. Ele havia afirmado à revista mexicana "Milenio", em entrevista concedida ao jornalista Víctor García Flores, publicada no domingo passado, 9, que o câncer do presidente venezuelano é um agressivo tumor maligno e que sua expectativa de vida pode chegar a apenas dois anos,
"A informação que eu tenho da família é de que ele tem um sarcoma, um tumor de prognóstico muito ruim e estou quase certo de que essa é a realidade", disse o médico venezuelano ao repórte mexicano.
Navarrete afirma que integrou a equipe de três médicos venezuelanos que cuidou da saúde de Chávez durante alguns anos no Palácio de Miraflores, antes que ele fosse diagnosticado com câncer e começasse a ser atendido por médicos cubanos.
"Quando digo que a previsão não é boa significa que a expectativa de vida pode ser de até dois anos. Isto explica a decisão de antecipar as eleições", disse Navarrete à revista.
Sobre a razão de Chávez ter decidido se tratar com médicos cubanos, Naverrete disse: "na Venezuela o presidente Chávez não confia em ninguém, só nos cubanos". De acordo com o médico, Chávez assumiu esta atitude depois do golpe de Estado contra ele.
"Os acontecimentos posteriores [à entrevista] me obrigaram a sair do país com a minha família de maneira abrupta, algo que não desejava e que não tinha planejado fazer", disse Navarrete em carta aberta publicada nesta sexta, no jornal venezuelano “Tal Cual”.
Colegas do médico disseram ter presenciado a polícia invadira o consultório de Navarrete, em uma clínica da zona leste de Caracas, para vasculhar prontuários e computadores. Uma fonte acrescentou que a casa de alguns parentes de Navarrete também foi revistada. O médico divide consultório com um irmão e um filho.
Fontes:G1, Portal Terra, TVI 24, Milenio, Informe 21, Wahington Post, Tal Cual, Punto Medio - Noticias
O médico Salvador Navarrete, ex-integrante de uma equipe que cuidou da saúde de Hugo Chávez, sentiu-se ameaçado pela polícia secreta do presidente e fugiu da Venezuela, com a família. Ele havia afirmado à revista mexicana "Milenio", em entrevista concedida ao jornalista Víctor García Flores, publicada no domingo passado, 9, que o câncer do presidente venezuelano é um agressivo tumor maligno e que sua expectativa de vida pode chegar a apenas dois anos,
"A informação que eu tenho da família é de que ele tem um sarcoma, um tumor de prognóstico muito ruim e estou quase certo de que essa é a realidade", disse o médico venezuelano ao repórte mexicano.
Navarrete afirma que integrou a equipe de três médicos venezuelanos que cuidou da saúde de Chávez durante alguns anos no Palácio de Miraflores, antes que ele fosse diagnosticado com câncer e começasse a ser atendido por médicos cubanos.
"Quando digo que a previsão não é boa significa que a expectativa de vida pode ser de até dois anos. Isto explica a decisão de antecipar as eleições", disse Navarrete à revista.
Sobre a razão de Chávez ter decidido se tratar com médicos cubanos, Naverrete disse: "na Venezuela o presidente Chávez não confia em ninguém, só nos cubanos". De acordo com o médico, Chávez assumiu esta atitude depois do golpe de Estado contra ele.
"Os acontecimentos posteriores [à entrevista] me obrigaram a sair do país com a minha família de maneira abrupta, algo que não desejava e que não tinha planejado fazer", disse Navarrete em carta aberta publicada nesta sexta, no jornal venezuelano “Tal Cual”.
Colegas do médico disseram ter presenciado a polícia invadira o consultório de Navarrete, em uma clínica da zona leste de Caracas, para vasculhar prontuários e computadores. Uma fonte acrescentou que a casa de alguns parentes de Navarrete também foi revistada. O médico divide consultório com um irmão e um filho.
![]() “No soy un traidor a la Patria, la Patria no es el presidente” – disse o Doutor Navarrete na carta |
Na carta, o médico -- qualificado como partidário de Chávez por alguns conhecidos – a firmou que "preocupa que o presidente e seu entorno político não conheçam a magnitude da sua enfermidade, já que ela foi administrada em completo hermetismo."
"Os motivos que me impulsionam são a saúde do presidente e o impacto político que isso terá na Venezuela", acrescentou.
Na carta o médico explica que as suas declarações tiveram por base “informação oficial” e a sua condição profissional, afirmando estar preocupado “que o presidente e o seu entorno político não conheçam a magnitude da sua doença, que tem sido tratada com um completo hermetismo”.
“As consequências de um desenlace fatal e a importância de informar tanto a sua organização e grupos que o apoiam, como os grupos políticos que o contestam, foram as razões que me levaram a abordar este delicado assunto”, explica.
Para Navarrete, o desaparecimento de Hugo Chávez neste momento “poderia ser mais traumático do que os políticos percebem”.
No consultório de Navarrete, suas secretárias disseram que ele suspendeu as consultas indefinidamente e transferiu os casos pendentes a colegas.
Regressando nesta semana da quarta etapa do tratamento quimioterápico em Cuba, Chávez disse estar curado e pagou uma promessa no santuário do Cristo de la Grita, no oeste do país.
Especialistas ouvidos pela Reuters advertiram, no entanto, que é precipitado para Chávez dizer que ele está livre do câncer, pois geralmente a remissão só é declarada dois anos após o tratamento.
Surpreende as declarações, pouco éticas e reveladoras, sobre o seu paciente Hugo Chávez, do doutor Navarrete, principalmente, por ser ele um dos mais conceituados e destacado médico venezuelano. Seu currículo inclui três dezenas de trabalhos científicos publicados, o posto de Chefe da equipe Cirúrgica do Hospital Universitário de Caracas e professor da Faculdade de Medicina de la Universidad Central de Venezuela. É membro da Asociación Latinoamericana de Cirugía Endoscópica, The Society of Laparoendoscopic Surgens y de la Sociedad Española de Cirugía Laparoscópica, entre outras.
O tratamento, segundo o médico, visa compensar as manifestações de instáveis estados mentais de Hugo Chávez, levando-o abruptamente da euforia à tristeza, estados em que a personalidade torna-se dissociada e com episódios de perda de contato com a realidade. Resumindo o médico diz que o presidente venezuelano sofre do transtorno bipolar.
Ontem, uma junta médica, ligada ao presidente, deu uma entrevista coletiva, com o fito de rejeitar as declarações feitas pelo Dr. Salvador Navarrete.
Dr. Fidel Ramirez, chefe da equipe, disse que as declarações do Dr. Navarrete "falta base científica e, portanto, da verdade". "Dr. Navarrete nunca teve oportunidade de fazer qualquer avaliação médica para o presidente Chávez, nem teve acesso a qualquer informação clínica para pronunciar-se sobre o estado de saúde do Presidente e muito menos ainda sobre o tipo de câncer que o teria sido diagnoticado, nem o seu prognóstico ".
Mas Earle Siso, diretor Carlos Arvelo Hospital Militar, disse que Chávez teve câncer mas que foi tratada a tempo, por isso a saúde de Chávez é boa. "Posso dizer que ele é um homem com extrema lucidez, eu diria que está acima da média para cenários externos”.
Daqui de fora, não dá para saber se o câncer de Chávez é tão agressivo, mas dá para saber que o diagnostico de bipolar, bem que pode se encaixar com os seus atos de megalomanias e mania de perseguição. Daqui a dois anos, vamos saber quem está falando a verdade.
"Os motivos que me impulsionam são a saúde do presidente e o impacto político que isso terá na Venezuela", acrescentou.
Na carta o médico explica que as suas declarações tiveram por base “informação oficial” e a sua condição profissional, afirmando estar preocupado “que o presidente e o seu entorno político não conheçam a magnitude da sua doença, que tem sido tratada com um completo hermetismo”.
“As consequências de um desenlace fatal e a importância de informar tanto a sua organização e grupos que o apoiam, como os grupos políticos que o contestam, foram as razões que me levaram a abordar este delicado assunto”, explica.
Para Navarrete, o desaparecimento de Hugo Chávez neste momento “poderia ser mais traumático do que os políticos percebem”.
No consultório de Navarrete, suas secretárias disseram que ele suspendeu as consultas indefinidamente e transferiu os casos pendentes a colegas.
Regressando nesta semana da quarta etapa do tratamento quimioterápico em Cuba, Chávez disse estar curado e pagou uma promessa no santuário do Cristo de la Grita, no oeste do país.
Especialistas ouvidos pela Reuters advertiram, no entanto, que é precipitado para Chávez dizer que ele está livre do câncer, pois geralmente a remissão só é declarada dois anos após o tratamento.
Surpreende as declarações, pouco éticas e reveladoras, sobre o seu paciente Hugo Chávez, do doutor Navarrete, principalmente, por ser ele um dos mais conceituados e destacado médico venezuelano. Seu currículo inclui três dezenas de trabalhos científicos publicados, o posto de Chefe da equipe Cirúrgica do Hospital Universitário de Caracas e professor da Faculdade de Medicina de la Universidad Central de Venezuela. É membro da Asociación Latinoamericana de Cirugía Endoscópica, The Society of Laparoendoscopic Surgens y de la Sociedad Española de Cirugía Laparoscópica, entre outras.
Foto: Leo Ramírez/AFP 
Chávez tem personalidade bipolar, com episódios de perda de contato com a realidade, afirmou o doutor Navarrete
Além de prognosticar a possibilidade de uma curta sobrevida de Hugo Chávez, na entrevista o médico falou também que o presidente sofre de uma doença chamada psicose maníaco-depressiva e que foi durante algum tempo tratado por um grupo de psiquiatras, liderados por Dr. Edmundo Chirinos, médico que foi condenado em 2010 a 20 anos de prisão pelo assassinato de um paciente em 2008. 
Chávez tem personalidade bipolar, com episódios de perda de contato com a realidade, afirmou o doutor Navarrete
O tratamento, segundo o médico, visa compensar as manifestações de instáveis estados mentais de Hugo Chávez, levando-o abruptamente da euforia à tristeza, estados em que a personalidade torna-se dissociada e com episódios de perda de contato com a realidade. Resumindo o médico diz que o presidente venezuelano sofre do transtorno bipolar.
Ontem, uma junta médica, ligada ao presidente, deu uma entrevista coletiva, com o fito de rejeitar as declarações feitas pelo Dr. Salvador Navarrete.
Dr. Fidel Ramirez, chefe da equipe, disse que as declarações do Dr. Navarrete "falta base científica e, portanto, da verdade". "Dr. Navarrete nunca teve oportunidade de fazer qualquer avaliação médica para o presidente Chávez, nem teve acesso a qualquer informação clínica para pronunciar-se sobre o estado de saúde do Presidente e muito menos ainda sobre o tipo de câncer que o teria sido diagnoticado, nem o seu prognóstico ".
Mas Earle Siso, diretor Carlos Arvelo Hospital Militar, disse que Chávez teve câncer mas que foi tratada a tempo, por isso a saúde de Chávez é boa. "Posso dizer que ele é um homem com extrema lucidez, eu diria que está acima da média para cenários externos”.
Daqui de fora, não dá para saber se o câncer de Chávez é tão agressivo, mas dá para saber que o diagnostico de bipolar, bem que pode se encaixar com os seus atos de megalomanias e mania de perseguição. Daqui a dois anos, vamos saber quem está falando a verdade.
Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters 
Depois de pagar a promessa pela “cura” do câncer, Hugo Chávez desfilou de carro aberto e fez um pouco de pré-campanha, que não é bobo nem nada...

Depois de pagar a promessa pela “cura” do câncer, Hugo Chávez desfilou de carro aberto e fez um pouco de pré-campanha, que não é bobo nem nada...
Cristina Kirchner será reeleita
As eleições da Argentina foram decididas de véspera. Ninguém acredita que nenhum candidato da oposição possa fazer frente a atual presidenta do Partido Justicialista. Nem de longe a soma dos votos de todos os candidatos da oposição, pode assombrar a atual ocupante da Casa Rosada, ameaçando-a com um segundo turno. Tudo vai se resolver nesse domingo e a seu favor. Ainda por cima, estima-se que ela terá uma esmagadora votação e fará maioria nas duas casas legislativas. Será uma vitória histórica e retumbante, algo que jamais se poderia imaginar há dois anos atrás.
Martin Acosta/Reuters 
"A morte de Nestor Kirchner (2003-2007), fez Cristina parecer uma figura nova (na política).

"A morte de Nestor Kirchner (2003-2007), fez Cristina parecer uma figura nova (na política).
Postado por Blog de Cinthia
Fontes:Fox News, Wikipedia, Coluna de Vitor Hugo Soares, BBC Brasil
Neste domingo, 23 de outubro, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner (Cristina Kirchner), 58 anos, do Partido Justicialista, será reeleita presidenta da Argentina, garantindo mais quatro anos na Casa Rosada. Passa a ser a pessoa que mais tempo residirá no Palácio presidencial, em Buenos Aires: somando os oito anos como primeira dama, os quatro desse atual mandato e mais quatro do próximo, serão 16 anos, ininterruptos.
Sua reeleição é assegurada como certa, por todos os meios possíveis de previsão, inclusive pelas pesquisas encomendadas pela oposição. A dúvida situa-se, apenas, em quão retumbante serão os números. As últimas pesquisas indicam que 57% dos argentinos vão escolher o seu nome da hora de votar. Análises mais detalhadas, porém, dizem que não será surpresa se ela obtiver algo como 60% dos votos válidos. Uma vitória que entrará para a história política do país. “Fenômeno assim de fazer inveja mesmo quando comparado aos melhores desempenhos no passado de Juan Domingos Perón, o criador do justicialismo, quase divindade popular de prestígio considerado até agora insuperável em seu país.”
Note-se que o oposicionista que está melhor colocado nas pesquisas, depois dela, é o social democrata Hermes Binner, com magros 16%, das intenções de voto. O resto da oposição pulverizou-se em mais 20%. Para os analistas o candidato oposicionista Hermes Binner, governador da província de Santa Fé, da Frente Ampla Progressista (FAP) conseguiu se destacar dos demais, devido a sua postura pouco crítica e sem enfrentamentos a política da atual presidenta.
No próximo domingo, além de escolher o presidente, os eleitores também irão renovar parte da Câmara dos Deputados e o Senado, além de alguns governos e legislaturas provinciais. Por isso, os candidatos da oposição, estão centrando seus discursos, numa tentavia de evitar, também, uma possível e previsível derrota no Congresso Nacional. Atualmente, a oposição tem maioria na Câmara e o governo maioria no Senado.
Alfonsín, filho do ex-presidente Ricardo Alfonsín (1983-1989), pediu que os eleitores deem seu voto para que a oposição possa "controlar o governo no Congresso".
"Se não formos eleitos para a Presidência pelo menos devemos ser fortes no Congresso", afirmou.
Na mesma linha , o deputado da oposição Adrián Pérez, candidato a vice na chapa da Coalición Cívica (CC) disse que "devemos pelo menos trabalhar para evitar que o governo tenha maioria no Congresso".
Entrevistados pela BBC Brasil, os deputados da oposição Adrián Pérez, da Coalición Cívica, e Federico Pinedo, do PRO ( Propuesta Republicana), apontaram o crescimento da economia e a fragmentação da oposição como fatores "decisivos" para explicar o favoritismo de Cristina.
"Existe uma grande possibilidade de que o governo vença e com comodidade", afirmou Pérez. "O país está crescendo fortemente há quase oito anos e gerando maior consumo".
Fontes:Fox News, Wikipedia, Coluna de Vitor Hugo Soares, BBC Brasil
Neste domingo, 23 de outubro, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner (Cristina Kirchner), 58 anos, do Partido Justicialista, será reeleita presidenta da Argentina, garantindo mais quatro anos na Casa Rosada. Passa a ser a pessoa que mais tempo residirá no Palácio presidencial, em Buenos Aires: somando os oito anos como primeira dama, os quatro desse atual mandato e mais quatro do próximo, serão 16 anos, ininterruptos.
Sua reeleição é assegurada como certa, por todos os meios possíveis de previsão, inclusive pelas pesquisas encomendadas pela oposição. A dúvida situa-se, apenas, em quão retumbante serão os números. As últimas pesquisas indicam que 57% dos argentinos vão escolher o seu nome da hora de votar. Análises mais detalhadas, porém, dizem que não será surpresa se ela obtiver algo como 60% dos votos válidos. Uma vitória que entrará para a história política do país. “Fenômeno assim de fazer inveja mesmo quando comparado aos melhores desempenhos no passado de Juan Domingos Perón, o criador do justicialismo, quase divindade popular de prestígio considerado até agora insuperável em seu país.”
Note-se que o oposicionista que está melhor colocado nas pesquisas, depois dela, é o social democrata Hermes Binner, com magros 16%, das intenções de voto. O resto da oposição pulverizou-se em mais 20%. Para os analistas o candidato oposicionista Hermes Binner, governador da província de Santa Fé, da Frente Ampla Progressista (FAP) conseguiu se destacar dos demais, devido a sua postura pouco crítica e sem enfrentamentos a política da atual presidenta.
No próximo domingo, além de escolher o presidente, os eleitores também irão renovar parte da Câmara dos Deputados e o Senado, além de alguns governos e legislaturas provinciais. Por isso, os candidatos da oposição, estão centrando seus discursos, numa tentavia de evitar, também, uma possível e previsível derrota no Congresso Nacional. Atualmente, a oposição tem maioria na Câmara e o governo maioria no Senado.
Alfonsín, filho do ex-presidente Ricardo Alfonsín (1983-1989), pediu que os eleitores deem seu voto para que a oposição possa "controlar o governo no Congresso".
"Se não formos eleitos para a Presidência pelo menos devemos ser fortes no Congresso", afirmou.
Na mesma linha , o deputado da oposição Adrián Pérez, candidato a vice na chapa da Coalición Cívica (CC) disse que "devemos pelo menos trabalhar para evitar que o governo tenha maioria no Congresso".
Entrevistados pela BBC Brasil, os deputados da oposição Adrián Pérez, da Coalición Cívica, e Federico Pinedo, do PRO ( Propuesta Republicana), apontaram o crescimento da economia e a fragmentação da oposição como fatores "decisivos" para explicar o favoritismo de Cristina.
"Existe uma grande possibilidade de que o governo vença e com comodidade", afirmou Pérez. "O país está crescendo fortemente há quase oito anos e gerando maior consumo".
Foto: Marcos Brindicci/Reuters 
Cristina Kirshner em campanha

Cristina Kirshner em campanha
"A morte de Nestor Kirchner (2003-2007), fez Cristina parecer uma figura nova (na política). Na verdade, o governo dela, sozinha, só tem um ano, desde a morte dele." “Até então, ambos eram chamados de "o casal presidencial". -comentou o analista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria.
Para Pérez, os eleitores avaliam que o governo Kirchner "enfrentou bem" a crise de 2008 e que estaria pronto para outros momentos de insegurança, apesar dos possíveis efeitos da crise internacional na economia argentina.
O mais surpreendente é que, há dois anos, essa possibilidade era impensável. O país estava mergulhado numa crise econômica descontrolada, greves e confrontos de agricultores e sindicalistas com o seu governo, e seus índices de popularidades despencando a níveis vexatórios.
Oficialmente, pelos institutos de pesquisa do governo, a Argentina será, este ano, o segundo país com a maior taxa de crescimento do mundo, depois da China.
Segundo dados do Ministério da Economia, o país registrou crescimento anual de cerca de 7% desde que o ex-presidente Néstor Kirchner assumiu a Presidência, em 2003, e neste ano a cifra deverá superar os 8%.
O índice oficial de pobreza caiu para menos da metade, e a geração de empregos formais (de carteira assinada) subiu com a criação de mais de 3 milhões de vagas neste período.
Mas esses números oficias são fortemente questionáveis. Principalmente no que tange as estatísticas oficiais de inflação, que afetam dados sobre os reais níveis de pobreza no país. A fuga de capitais do sistema financeiro aumentou durante a campanha, e foram intensificadas as críticas sobre o nível de dependência da economia argentina em relação à brasileira e do preço da soja no mercado internacional.
Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, o questionamento da veracidade dos índices econômicos ainda faz sombra na campanha da presidente Cristina Kirchner, favorita para vencer o pleito presidencial deste domingo.
Para Pérez, os eleitores avaliam que o governo Kirchner "enfrentou bem" a crise de 2008 e que estaria pronto para outros momentos de insegurança, apesar dos possíveis efeitos da crise internacional na economia argentina.
O mais surpreendente é que, há dois anos, essa possibilidade era impensável. O país estava mergulhado numa crise econômica descontrolada, greves e confrontos de agricultores e sindicalistas com o seu governo, e seus índices de popularidades despencando a níveis vexatórios.
Oficialmente, pelos institutos de pesquisa do governo, a Argentina será, este ano, o segundo país com a maior taxa de crescimento do mundo, depois da China.
Segundo dados do Ministério da Economia, o país registrou crescimento anual de cerca de 7% desde que o ex-presidente Néstor Kirchner assumiu a Presidência, em 2003, e neste ano a cifra deverá superar os 8%.
O índice oficial de pobreza caiu para menos da metade, e a geração de empregos formais (de carteira assinada) subiu com a criação de mais de 3 milhões de vagas neste período.
Mas esses números oficias são fortemente questionáveis. Principalmente no que tange as estatísticas oficiais de inflação, que afetam dados sobre os reais níveis de pobreza no país. A fuga de capitais do sistema financeiro aumentou durante a campanha, e foram intensificadas as críticas sobre o nível de dependência da economia argentina em relação à brasileira e do preço da soja no mercado internacional.
Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, o questionamento da veracidade dos índices econômicos ainda faz sombra na campanha da presidente Cristina Kirchner, favorita para vencer o pleito presidencial deste domingo.
Foto: Enrique Marcarian/Reuters 

"As pessoas não entendem por que o governo não assume que a inflação é alta e resolve o problema", disse a economista Mariel Fornoni, do instituto de pesquisas de opinião Management Fit.
Pelos cálculos do INDEC (equivalente ao IBGE na Argentina), a inflação anual é de cerca de 10%. Pelas estimativas dos governos provinciais e das consultorias privadas, porém, a inflação anual estaria em torno de 25%.
Dados oficiais indicam que a pobreza está em torno dos 8%, após ter atingido 54% quando Kirchner assumiu, logo após a histórica crise econômica de 2001-2002. Mas para especialistas como Ernesto Kritz, da Sel Consultores, e Artemio López, da consultoria Equis, o índice de pobreza ainda é de cerca de 20% (entre 8 e 10 milhões de pessoas).
Crítico do governo, o ex-presidente do Banco Central, economista e deputado da oposição Alfonso Prat-Gay, da Coalición Cívica (CC), disse que a Argentina está "jogando fora uma oportunidade" e que deveria aproveitar melhor este momento de crescimento.
"A economia cresce, mas a inflação é maquiada, o governo aumentou o gasto público e estamos jogando fora uma oportunidade para resolver problemas estruturais do país, como questões de infraestrutura", disse Prat-Gay.
Para ele, o governo gerou uma "fantasia" que inclui os subsídios estatais para setores como transporte público e energia elétrica, graças aos quais as tarifas estão congeladas, apesar da escalada de preços.
"Em algum momento o governo deverá ajustar esses números, e temo que esta conta sobrará para a população", disse. Para ele e para outros parlamentares da oposição, como Adrian Perez, da CC, e Federico Pinedo, do PRO, a população optou por aumentar o consumo para "proteger seu dinheiro" diante da inflação.
Estudos privados, divulgados pela imprensa local, indicam que, entre créditos pessoais para compras e para viagens, a alta teria sido de 40% em um ano. Prat-Gay argumenta que são créditos para consumo principalmente de eletrodomésticos e automóveis, mas não de longo prazo como para a casa própria, "o que indica a desconfiança" no atual momento econômico.
Para compensar a alta de preços, o governo e as empresas estão promovendo o aumento nos benefícios sociais e nos salários. Segundo Kritz, os salários da economia formal estão subindo acima da inflação, levando os principais sindicatos do país a apoiarem a reeleição da presidente.
Na radiografia da economia argentina, opositores apontam a fuga de capitais como mais um sintoma da "desconfiança" no atual modelo econômico.
"No primeiro semestre os argentinos compraram dólares devido ao clima eleitoral. Agora compram porque temem que o dólar possa subir depois das eleições", disse o economista Francisco Gismondi, do Banco Ciudad.
Comprar dólares é tradição no país, mas sua intensidade é um dos poucos sintomas de campanha eleitoral no país, já que não existem passeatas ou outras marcas pré-eleitorais.
Para economistas, como Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, a economia argentina continua dependente das exportações da soja e da saúde da economia brasileira – principal mercado para suas exportações.
"E somente depois das eleições vamos saber como o governo vai resolver desarranjos como a inflação e os subsídios ao setor público. E se pagará ou não o Clube de Paris, transmitindo maior confiança também ao mercado externo. Será então a hora da verdade", disse.
Mas aí, já será tarde demais.
Pelos cálculos do INDEC (equivalente ao IBGE na Argentina), a inflação anual é de cerca de 10%. Pelas estimativas dos governos provinciais e das consultorias privadas, porém, a inflação anual estaria em torno de 25%.
Dados oficiais indicam que a pobreza está em torno dos 8%, após ter atingido 54% quando Kirchner assumiu, logo após a histórica crise econômica de 2001-2002. Mas para especialistas como Ernesto Kritz, da Sel Consultores, e Artemio López, da consultoria Equis, o índice de pobreza ainda é de cerca de 20% (entre 8 e 10 milhões de pessoas).
Crítico do governo, o ex-presidente do Banco Central, economista e deputado da oposição Alfonso Prat-Gay, da Coalición Cívica (CC), disse que a Argentina está "jogando fora uma oportunidade" e que deveria aproveitar melhor este momento de crescimento.
"A economia cresce, mas a inflação é maquiada, o governo aumentou o gasto público e estamos jogando fora uma oportunidade para resolver problemas estruturais do país, como questões de infraestrutura", disse Prat-Gay.
Para ele, o governo gerou uma "fantasia" que inclui os subsídios estatais para setores como transporte público e energia elétrica, graças aos quais as tarifas estão congeladas, apesar da escalada de preços.
"Em algum momento o governo deverá ajustar esses números, e temo que esta conta sobrará para a população", disse. Para ele e para outros parlamentares da oposição, como Adrian Perez, da CC, e Federico Pinedo, do PRO, a população optou por aumentar o consumo para "proteger seu dinheiro" diante da inflação.
Estudos privados, divulgados pela imprensa local, indicam que, entre créditos pessoais para compras e para viagens, a alta teria sido de 40% em um ano. Prat-Gay argumenta que são créditos para consumo principalmente de eletrodomésticos e automóveis, mas não de longo prazo como para a casa própria, "o que indica a desconfiança" no atual momento econômico.
Para compensar a alta de preços, o governo e as empresas estão promovendo o aumento nos benefícios sociais e nos salários. Segundo Kritz, os salários da economia formal estão subindo acima da inflação, levando os principais sindicatos do país a apoiarem a reeleição da presidente.
Na radiografia da economia argentina, opositores apontam a fuga de capitais como mais um sintoma da "desconfiança" no atual modelo econômico.
"No primeiro semestre os argentinos compraram dólares devido ao clima eleitoral. Agora compram porque temem que o dólar possa subir depois das eleições", disse o economista Francisco Gismondi, do Banco Ciudad.
Comprar dólares é tradição no país, mas sua intensidade é um dos poucos sintomas de campanha eleitoral no país, já que não existem passeatas ou outras marcas pré-eleitorais.
Para economistas, como Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, a economia argentina continua dependente das exportações da soja e da saúde da economia brasileira – principal mercado para suas exportações.
"E somente depois das eleições vamos saber como o governo vai resolver desarranjos como a inflação e os subsídios ao setor público. E se pagará ou não o Clube de Paris, transmitindo maior confiança também ao mercado externo. Será então a hora da verdade", disse.
Mas aí, já será tarde demais.
Fotos: Reuters 
TODOS OS CANDIDATOS: Concorrem amanhã ao cargo de presidente da Argentina: Cristina Fernandez de Kirchner, o Governador Hermes Binner, o deputado Ricardo Alfonsin, o Governador Alberto Rodriguez Saa e Eduardo Duhalde, peronista dissidente.

TODOS OS CANDIDATOS: Concorrem amanhã ao cargo de presidente da Argentina: Cristina Fernandez de Kirchner, o Governador Hermes Binner, o deputado Ricardo Alfonsin, o Governador Alberto Rodriguez Saa e Eduardo Duhalde, peronista dissidente.
Morreu Muammar Kadhafi, o ditador líbio
Kadhafifoi encontrado escondido num esgoto, encurralado após um ataque aéreo da OTHAN, a um comboio onde ele se encontrava. Capturado vivo, acabou morto com um tiro na cabeça, segundo a versão do governo interino da Líbia, atingido por uma bala anônima, num fogo cruzado(?)
Fotos: Ben-Curtis/Associated Press e Mahmud Turkia/AFP/Getty Images

GLÓRIA E MORTE - As imagens mostram dois momentos do ditador Gadhafi: trajando um vistoso uniforme de Comandante em Chefe das Forças Líbia e sem vida, alvejado após ter se escondido, como um rato, num esgoto da sua cidade Natal, Sirte.

GLÓRIA E MORTE - As imagens mostram dois momentos do ditador Gadhafi: trajando um vistoso uniforme de Comandante em Chefe das Forças Líbia e sem vida, alvejado após ter se escondido, como um rato, num esgoto da sua cidade Natal, Sirte.
Postado por Blog de Cinthia
Fontes:Reuters , Al Jazeera, The New York Times, BBC Brasil, Washington Post, G1
Muammar Kadhafiestá morto, anunciaram os novos líderes da Líbia. O antigo líder foi morto por combatentes que invadiram a cidade natal dele e seu último bastião nesta quinta-feira. Seu corpo ensanguentado foi exibido ao redor do mundo a partir de uma imagem de celular.
Autoridades seniores do governo interino, que colocou fim ao governo de 42 anos há dois meses, afirmaram que a morte dele permitirá uma declaração de "libertação" após oito meses de derramamento de sangue. O atual governo enfrenta dificuldades para subjugar milhares de homens leais ao antigo líder.
Fontes:Reuters , Al Jazeera, The New York Times, BBC Brasil, Washington Post, G1
Muammar Kadhafiestá morto, anunciaram os novos líderes da Líbia. O antigo líder foi morto por combatentes que invadiram a cidade natal dele e seu último bastião nesta quinta-feira. Seu corpo ensanguentado foi exibido ao redor do mundo a partir de uma imagem de celular.
Autoridades seniores do governo interino, que colocou fim ao governo de 42 anos há dois meses, afirmaram que a morte dele permitirá uma declaração de "libertação" após oito meses de derramamento de sangue. O atual governo enfrenta dificuldades para subjugar milhares de homens leais ao antigo líder.
Foto: Reprodução TV

O primeiro-ministro líbio Mahmoud Jibril, do governo provisório, confirmando a morte de Kadhafi

O primeiro-ministro líbio Mahmoud Jibril, do governo provisório, confirmando a morte de Kadhafi
"Nós confirmamos que todos os males, mais Gaddafi, desapareceram deste querido país", disse o primeiro-ministro Mahmoud Jibril em Trípoli, enquanto o corpo era levado como um prêmio de guerra a Misrata, a cidade cujo cerco e sofrimento sob as mãos das forças de Kadhafia tornaram um símbolo da causa rebelde.
"É o momento de dar início a uma nova Líbia, a uma Líbia unida", acrescentou Jibril. "Um povo, um futuro." Uma declaração formal de libertação, que dará início a uma contagem regressiva para uma eleição, será feita na sexta-feira, disse ele mais tarde.
Há poucos detalhes da operação que teria resultado na morte de Khadafi. A Otan (aliança militar ocidental) afirmou que bombardeou dois veículos com forças leais ao líder deposto na manhã desta quinta-feira, perto de Sirte, mas não ficou claro se o bombardeio matou o coronel. Chegaram a circular informações de que Khadafi teria sido capturado com vida. Logo em seguida, entretanto, a TV árabe Al-Jazeera exibiu imagens do que dizia ser o corpo de Khadafi.
Outro vídeo, com imagens granuladas, que circulava entre combatentes do CNT, mostrava o que seria o cadáver de Khadafi.
As imagens mostram vários combatentes aparecem comemorando, com gritos de júbilo, ao redor de um corpo vestido com uma roupa cáqui - semelhante a vestes usadas pelo ex-líder líbio. O cadáver tem o rosto manchado de sangue, e uma aparente ferida de bala do lado da cabeça.
Um combatente do CNT disse à BBC que encontrou Khadafi "escondido em um buraco em Sirte", e que ele teria implorado para não ser morto a tiros. O combatente mostrou aos jornalistas da BBC uma pistola dourada, que segundo ele teria sido tomada de Khadafi.
Canais de TV árabes também mostraram imagens de tropas cercando duas grandes tubulações, onde, segundo repórteres, Khadafi teria sido encontrado.
Líderes ocidentais, que tiveram a cautela de não se pronunciarem antes da declaração de Jibril, ecoaram seus sentimentos agora que Gaddafi, autoproclamado "rei dos reis" na África, morreu aos 69 anos.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que, ao lado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi um dos primeiros defensores da revolta de fevereiro em Benghazi, afirmou:
"O povo da Líbia hoje tem uma chance ainda maior depois dessa notícia de construir um futuro democrático e forte."
"É o momento de dar início a uma nova Líbia, a uma Líbia unida", acrescentou Jibril. "Um povo, um futuro." Uma declaração formal de libertação, que dará início a uma contagem regressiva para uma eleição, será feita na sexta-feira, disse ele mais tarde.
Há poucos detalhes da operação que teria resultado na morte de Khadafi. A Otan (aliança militar ocidental) afirmou que bombardeou dois veículos com forças leais ao líder deposto na manhã desta quinta-feira, perto de Sirte, mas não ficou claro se o bombardeio matou o coronel. Chegaram a circular informações de que Khadafi teria sido capturado com vida. Logo em seguida, entretanto, a TV árabe Al-Jazeera exibiu imagens do que dizia ser o corpo de Khadafi.
Outro vídeo, com imagens granuladas, que circulava entre combatentes do CNT, mostrava o que seria o cadáver de Khadafi.
As imagens mostram vários combatentes aparecem comemorando, com gritos de júbilo, ao redor de um corpo vestido com uma roupa cáqui - semelhante a vestes usadas pelo ex-líder líbio. O cadáver tem o rosto manchado de sangue, e uma aparente ferida de bala do lado da cabeça.
Um combatente do CNT disse à BBC que encontrou Khadafi "escondido em um buraco em Sirte", e que ele teria implorado para não ser morto a tiros. O combatente mostrou aos jornalistas da BBC uma pistola dourada, que segundo ele teria sido tomada de Khadafi.
Canais de TV árabes também mostraram imagens de tropas cercando duas grandes tubulações, onde, segundo repórteres, Khadafi teria sido encontrado.
Líderes ocidentais, que tiveram a cautela de não se pronunciarem antes da declaração de Jibril, ecoaram seus sentimentos agora que Gaddafi, autoproclamado "rei dos reis" na África, morreu aos 69 anos.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que, ao lado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi um dos primeiros defensores da revolta de fevereiro em Benghazi, afirmou:
"O povo da Líbia hoje tem uma chance ainda maior depois dessa notícia de construir um futuro democrático e forte."
Foto: Mahmud Turkia/AFP

A nova bandeira nacional, retomada pelos rebeldes que forçaram Kadhafi a fugir da capital Trípoli em agosto, tomava as ruas e praças, enquanto a multidão festejava e disparava para o alto. 
Em Sirte, que já foi um vilarejo de pescadores e como cidade natal de Kadhafi ganhou esquemas grandiosos e se tornou uma nova "capital da África", os combatentes dançavam e exibiam uma pistola dourada, que, segundo eles, foi retirada de Gaddafi.
Os relatos sobre as horas finais do ex-líder foram confusos. Aparentemente, elas custaram a vida de assessores importantes. Mas as principais autoridades do Conselho Nacional de Transição, incluindo Abdel Majid Mlegta, afirmaram que ele morreu em decorrência dos ferimentos que sofreu em confrontos.
Fotos: Mauricio Lima/ The New York Times e Esam Al-Fetori/Reuters



A comemoração das tropas rebeldes
Uma descrição possível, feita a partir de várias fontes, sugere que Kadhafipode ter tentado sair de seu último reduto ao alvorecer em um comboio de veículos após semanas de resistência. 


A comemoração das tropas rebeldes
Entretanto, ele foi detido por um ataque aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e capturado, possivelmente três ou quatro horas depois, após tiroteios com combatentes do CNT, que o encontraram escondido em uma galeria pluvial.
A Otan informou que seus caças dispararam contra um comboio perto de Sirte por volta das 8h30 (4h30 no horário de Brasília), atingindo dois veículos militares do grupo, mas não pôde confirmar se Kadhafi estava em algum deles.
Os relatos de seus inimigos sugerem que a captura e a morte logo depois decorrente dos ferimentos podem ter ocorrido por volta do meio-dia.
Foto: Mahmud Turkia/AFP/Getty Images

O corpo sem vida de Mo'tassim Kadhafi, o filho do ditador

O corpo sem vida de Mo'tassim Kadhafi, o filho do ditador
Um dos filhos de Kadhafi, Saif al-Islam, continuava solto, acreditam eles. Mlegta, do CNT, disse à Reuters que ele foi cercado depois de também tentar fugir de Sirte. Um outro filho, Mo'tassim, cuja prisão foi anunciada no começo do dia, foi morto ao resistir à prisão, acrescentou Mlegta.
Ele disse que Kadhafi foi ferido em ambas as pernas no começo da manhã enquanto tentava fugir em um comboio que foi atacado por caças da Otan. "Ele também foi atingido na cabeça", disse ele. "Houve muitos disparos contra o grupo dele e ele morreu."
Ele disse que Kadhafi foi ferido em ambas as pernas no começo da manhã enquanto tentava fugir em um comboio que foi atacado por caças da Otan. "Ele também foi atingido na cabeça", disse ele. "Houve muitos disparos contra o grupo dele e ele morreu."
Não foram poucos os combatentes do CNT em Sirte que disseram ter visto o ex-líder morrer, mas muitos relatos eram conflitantes.
Fotos: Philippe Desmazes/AFP e Mauricio Lima/ The New York Times


O esgoto onde o ditador estava escondido.
A televisão líbia exibiu um vídeo de duas galerias pluviais, de cerca de 1 metro, onde afirmou que os combatentes encurralaram o homem que por muito tempo inspirou temor e admiração ao redor do mundo. 

O esgoto onde o ditador estava escondido.
Na versão oficial dada pelo premiê líbio, Mahmoud Jibril, citando um laudo pericial, diz que Kadhafi morreu vítima de uma bala na cabeça, durante o fogo cruzado.
"Kadhafi foi tirado de uma tubulação", na qual tentou se esconder, descreveu Jibril. "Ele não mostrou resistência. Quando começamos a andar com ele, ele foi atingido por uma bala em seu braço direito, e quando o colocamos na caminhonete ele não tinha outros ferimentos."
"Quando o carro se moveu, ele foi atingido no fogo cruzado entre os revolucionários e forças de Kadhafi", continuou Jibril.
O coronel estava vivo quando foi tirado do local, mas morreu minutos antes de chegar ao hospital para o qual seria levado na cidade de Misrata, sempre segundo o laudo citado por Jibril.
Foto: Mahmud Turkia/AFP

As mulheres comemoram nas ruas de Trípoli

As mulheres comemoram nas ruas de Trípoli
Depois do levante em fevereiro no leste do país ao redor de Benghazi, inspirado pelos movimentos da Primavera Árabe que derrubaram os líderes da Tunísia e do Egito, a revolta contra Kadhafi cresceu lentamente em todo o país até a queda dramática de Trípoli, em agosto.
Foto: Philippe Desmazes/AFP

Um combatente exibe uma pistola dourada, supostamente uma arma encontrada com Kadhafi, quando da sua captura
Esperava-se o anúncio da liberação final, enquanto o presidente do CNT preparava-se para falar à nação de 6 milhões de habitantes. Agora, eles enfrentam o desafio de transformar o país rico em petróleo em uma democracia que possa acabar com as divisões tribais, étnicas e regionais exploradas por Kadhafie seu clã. 
Um combatente exibe uma pistola dourada, supostamente uma arma encontrada com Kadhafi, quando da sua captura
O período de dois meses desde a queda de Trípoli representou um teste de paciência para a aliança de forças anti-Kadhafi e seus apoiadores árabes e ocidentais, que começaram a questionar a capacidade das forças do CNT de acabar com a resistências dos homens leais a Kadhafi em Sirte e em outras duas cidades.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) sob a acusação de ordenar a morte de civis, Kadhafi foi derrubado pelas forças rebeldes em 23 de agosto, uma semana antes do 42o aniversário do golpe militar que o conduziu ao poder em 1969. Os combatentes do CNT hastearam a bandeira nacional vermelha, preta e verde acima de um grande edifício no centro de um bairro de Sirte e os tiros de comemoração ecoaram entre os camaradas extasiados.
Centenas de soldados do CNT cercavam a cidade costeira no Mediterrâneo há semanas em uma luta caótica que matou e feriu muitos homens de ambos os lados.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) sob a acusação de ordenar a morte de civis, Kadhafi foi derrubado pelas forças rebeldes em 23 de agosto, uma semana antes do 42o aniversário do golpe militar que o conduziu ao poder em 1969. Os combatentes do CNT hastearam a bandeira nacional vermelha, preta e verde acima de um grande edifício no centro de um bairro de Sirte e os tiros de comemoração ecoaram entre os camaradas extasiados.
Centenas de soldados do CNT cercavam a cidade costeira no Mediterrâneo há semanas em uma luta caótica que matou e feriu muitos homens de ambos os lados.
Foto: Manu Braboi/Associated Press e Ismail Zitouni/Reuters -



A explosão de felicidade.



A explosão de felicidade.
Os combatentes do CNT afirmaram que havia um grande número de corpos dentro do último reduto das tropas de Gaddafi. Não foi possível verificar imediatamente essa informação.
Foto: Abdel Meguid Al-Fergany / Associated Press

Kadhafi em prece durante um cerimonia religiosa em Trípoli.

Kadhafi em prece durante um cerimonia religiosa em Trípoli.
*Utilizamos como base o texto de Rania El Gamal e Tim Gaynor da Reuters
**Alteramos título e acrescentamos subtítulo, comentários, informações de outras fontes, fotos e legendas ao texto original.
O chefe era ele; veja aqui toda a trama escandalosa
ISTOÉ
'Saquei R$ 150 mil para Agnelo'
Principal testemunha da Operação Shaolin e ex-funcionário das ONGs que participaram das fraudes no Ministério do Esporte, Michael Vieira acusa o governador do DF e ex-ministro de ser o principal chefe do esquema e de ter recebido propina
Claudio Dantas SequeiraENROLADO
Governador do DF teria comandado as fraudes no
programa Segundo Tempo, de acordo com testemunha
Nos últimos dias, o escândalo dos desvios de verbas de ONGs ligadas ao Ministério do Esporte, detonado pelo policial militar João Dias Ferreira, atingiu em cheio o ministro Orlando Silva e colocou em xeque a administração de nove anos do PCdoB à frente da pasta. Agora, uma nova e importante testemunha do caso pode dar outros contornos à história, ainda repleta de brechas e pontos obscuros. O que se sabia até o momento era que os comunistas, além de terem aparelhado o Ministério do Esporte, montaram um esquema de escoamento de verbas de organizações não governamentais para abastecer o caixa de campanha do partido e de seus principais integrantes. Em depoimentos ao longo da semana, o PM João Dias acusou Orlando Silva de ser o mentor e principal beneficiário do esquema. A nova testemunha, o auxiliar administrativo Michael Alexandre Vieira da Silva, 35 anos, apresenta uma versão diferente. Em entrevista à ISTOÉ, Michael afirma que o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e ex-ministro do Esporte, hoje no PT, mas que passou a maior parte de sua trajetória política no PCdoB, é quem era o verdadeiro “chefe” do esquema de desvio de recursos do Esporte. Até então, Agnelo vinha sendo poupado por João Dias.
Michael foi a principal testemunha da Operação Shaolin, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil do DF e na qual foram presas cinco pessoas, entre elas o próprio soldado João Dias. Seu papel nesse enredo é inquestionável. Michael trabalhou nas ONGs comandadas por João Dias, conheceu as entranhas das fraudes no Ministério do Esportes e, durante um bom tempo, esteve a serviço dos pontas-de-lança do esquema. Sobre esse período, ele fez uma revelação bombástica à ISTOÉ: “Saquei R$ 150 mil para serem entregues a Agnelo (então, ministro)”, disse ele na entrevista.
Michael foi a principal testemunha da Operação Shaolin, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil do DF e na qual foram presas cinco pessoas, entre elas o próprio soldado João Dias. Seu papel nesse enredo é inquestionável. Michael trabalhou nas ONGs comandadas por João Dias, conheceu as entranhas das fraudes no Ministério do Esportes e, durante um bom tempo, esteve a serviço dos pontas-de-lança do esquema. Sobre esse período, ele fez uma revelação bombástica à ISTOÉ: “Saquei R$ 150 mil para serem entregues a Agnelo (então, ministro)”, disse ele na entrevista.
COMPLICOU
Denúncias de desvios de verbas do Ministério do Esporte
fragilizaram o ministro Orlando Silva e a administração comunista
Em 2008, Michael já havia denunciado todo o esquema das ONGs no Ministério do Esporte e, desde então, passou a colaborar secretamente com os investigadores. Hoje, se mudou de Brasília e vive escondido. Os depoimentos de Michael serão cruciais para o andamento inquérito 761 sobre o envolvimento de Agnelo, que corre no STJ e deverá ser remetido ao STF pelo procurador-geral da União, Roberto Gurgel. Partícipe do esquema, Michael tem uma série de elementos para afirmar categoricamente que era Agnelo “quem chefiava o esquema”. Durante o tempo em que trabalhou no Instituto Novo Horizonte, o auxiliar administrativo ficou sabendo de entregas de dinheiro e da liberação de convênios, por meio de Luiz Carlos de Medeiros, ongueiro e amigo do governador. “Medeiros falava demais... Sempre comentava que estava cansado de dar dinheiro para Agnelo”, diz. Sobre o ministro Orlando Silva, Michael afirma que ouviu seu nome uma única vez e por meio do delegado Giancarlos Zuliani Júnior, da Deco (Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado). “Contei a Giancarlos sobre a existência de um cofre num depósito de João Dias, em que havia armas e documentos que poderiam incriminar algumas pessoas. Aí ele me perguntou se eu sabia do envolvimento de Orlando Silva e da ONG Cata -Vento”, lembra.
Na entrevista à ISTOÉ, Michael revela ainda que o esquema de fraudes com ONGs de fachada transcende as fronteiras do PCdoB e do Esporte. Atingiria também, segundo ele, o Ministério da Ciência e Tecnologia, então na cota do PSB. Ele conta que chegou a ser convocado pela CPI das ONGs para falar sobre o tema, mas seu nome foi retirado da lista de depoentes na última hora sem qualquer justificativa. Sobre o envolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Michael diz que o Instituto Novo Horizonte chegou a assinar convênios com a Secretaria de Inclusão Social, subordinada à pasta, para a instalação de uma biblioteca digital em Natal, no Rio Grande do Norte, no valor de R$ 2 milhões. Esses contratos, segundo Michael Vieira, teriam sido avalizados pelo então secretário, o atual deputado distrital Joe Valle (PSB), amigo de Medeiros e definido no grupo como laranja de João Dias no comando do Instituto Novo Horizonte.
Com todo esse arsenal de informações, entende-se por que a investigação sobre as fraudes do PCdoB no Distrito Federal foi deflagrada a partir de denúncia de Michael ao Ministério Público. O que Michael contou à ISTOÉ, com riqueza de detalhes, também está registrado em outros 11 depoimentos que prestou em sigilo à Polícia, ao Ministério Público e à Justiça nos últimos três anos. Michael e o policial João Dias participavam de um mesmo esquema enquanto Agnelo Queiroz ocupou o Ministério do Esporte. Depois, tomaram rumos diferentes. Agnelo se elegeu governador do Distrito Federal e o PM circula ao seu lado até hoje, mesmo sendo réu em um processo que apura desvio de dinheiro público. No governo do DF, emplacou um afilhado político, Manoel Tavares, na BRB Seguros, a corretora do Banco Regional de Brasília, um dos cargos mais cobiçados do governo local. Até bem pouco tempo atrás, o PM mantinha silêncio absoluto sobre as fraudes das quais participou, confiante de que sua relação com autoridades influentes lhe serviria de salvo-conduto.
Na entrevista à ISTOÉ, Michael revela ainda que o esquema de fraudes com ONGs de fachada transcende as fronteiras do PCdoB e do Esporte. Atingiria também, segundo ele, o Ministério da Ciência e Tecnologia, então na cota do PSB. Ele conta que chegou a ser convocado pela CPI das ONGs para falar sobre o tema, mas seu nome foi retirado da lista de depoentes na última hora sem qualquer justificativa. Sobre o envolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Michael diz que o Instituto Novo Horizonte chegou a assinar convênios com a Secretaria de Inclusão Social, subordinada à pasta, para a instalação de uma biblioteca digital em Natal, no Rio Grande do Norte, no valor de R$ 2 milhões. Esses contratos, segundo Michael Vieira, teriam sido avalizados pelo então secretário, o atual deputado distrital Joe Valle (PSB), amigo de Medeiros e definido no grupo como laranja de João Dias no comando do Instituto Novo Horizonte.
Com todo esse arsenal de informações, entende-se por que a investigação sobre as fraudes do PCdoB no Distrito Federal foi deflagrada a partir de denúncia de Michael ao Ministério Público. O que Michael contou à ISTOÉ, com riqueza de detalhes, também está registrado em outros 11 depoimentos que prestou em sigilo à Polícia, ao Ministério Público e à Justiça nos últimos três anos. Michael e o policial João Dias participavam de um mesmo esquema enquanto Agnelo Queiroz ocupou o Ministério do Esporte. Depois, tomaram rumos diferentes. Agnelo se elegeu governador do Distrito Federal e o PM circula ao seu lado até hoje, mesmo sendo réu em um processo que apura desvio de dinheiro público. No governo do DF, emplacou um afilhado político, Manoel Tavares, na BRB Seguros, a corretora do Banco Regional de Brasília, um dos cargos mais cobiçados do governo local. Até bem pouco tempo atrás, o PM mantinha silêncio absoluto sobre as fraudes das quais participou, confiante de que sua relação com autoridades influentes lhe serviria de salvo-conduto.
“Ele fez isso por dinheiro e para se livrar das denúncias que fiz a seu respeito”, afirma Michael. Ele assegura que João Dias tentou silenciá-lo, primeiro com ofertas financeiras, e depois com ameaças de morte. Por causa do assédio, Vieira entrou no Programa de Proteção a Testemunhas. Mas após alguns meses abriu mão da proteção para tentar retomar sua vida. Hoje, Michael vive com mulher e filhos de pequenos bicos e da ajuda de amigos numa cidade do interior de outro Estado. Não se arrepende de ter denunciado o esquema, mas passou a desconfiar de tudo e todos, especialmente depois que foi usado pelo ex-governador Joaquim Roriz para atingir Agnelo na campanha eleitoral do ano passado.
LUXO
O PM (acima) que delatou o esquema mora numa mansão em
Sobradinho (DF). Em sua garagem, um Volvo, um Camaro e uma BMW
À ISTOÉ, Michael pediu que seu rosto não fosse inteiramente revelado. A decisão de romper o pacto de silêncio deve-se, segundo ele, à indignação com a postura de João Dias no episódio. “Não posso aceitar que um cara como João Dias pose de bom-moço para a sociedade”. O desabafo, no entanto, não invalida as denúncias a respeito do esquema no Esporte nem as desqualifica, afinal não se espera que pessoas escaladas para participar de fraudes sejam selecionadas num convento. Mas é fato que João Dias tem uma ficha corrida para lá de complicada. Levantamento da ISTOÉ encontrou nada menos que 15 ocorrências policiais contra o PM, que tem fama de truculento. Há acusações de lesão corporal, roubo e ameaças de morte. Brigas no trânsito, dentro de hospitais e até tentativa de golpe na locação de imóveis e na contratação de funcionários para atuar nos convênios do Segundo Tempo.
A trama policial tem contaminado o ambiente político em Brasília. Até o final da semana, a presidente Dilma Rousseff, temendo precipitar uma crise com um importante aliado, o PCdoB, hesitava em mudar o comando do Ministério do Esporte. Na quinta-feira 20, Dilma disse a assessores que não agiria sob pressão e reclamou publicamente do “apedrejamento moral” que o ministro do PCdoB estaria sofrendo. Chamou os comunistas de aliados históricos. “Temos de apurar os fatos, temos de investigar. Se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Mas isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia”, afirmou. Em Brasília, Orlando Silva reuniu-se por cinco horas com a cúpula do PCdoB.
Ao chegar de Angola na noite da quinta-feira 20, Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência com a coordenação política do governo. No encontro, comentou que não tinha convicção sobre as denúncias contra Orlando Silva, mas admitiu que o desgaste político sofrido era irreversível. Dilma também consultou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento das investigações na Polícia Federal e no Ministério Público. Na avaliação da presidente, as explicações que o ministro dos Esportes deu na Câmara e no Senado não foram suficientes para reverter o quadro. Pesam também contra Orlando os embates com a Fifa e a CBF para a organização da Copa de 2014. Dessa maneira, o mais provável é que a presidente aguarde os desdobramentos do caso para tomar uma decisão de cabeça fria. Nas fileiras comunistas, caso o PCdoB não perca o ministério, o nome mais cotado para substituir Orlando Silva é o da ex-prefeita de Olinda (PE) Luciana Santos, hoje deputada federal. Seu nome já havia sido sugerido por Dilma quando montou a equipe, mas Orlando acabou mantido por pressão do PCdoB – além de apoio aberto do ex-presidente Lula. Caso a presidente resolva retirar a pasta das mãos dos comunistas, já há articulações para tentar emplacar no cargo o ex-ministro Márcio Fortes, hoje presidente da Autoridade Pública Olímpica. Procurado por ISTOÉ, Agnelo estava fora do País e até o fechamento desta edição não havia se manifestado.
A trama policial tem contaminado o ambiente político em Brasília. Até o final da semana, a presidente Dilma Rousseff, temendo precipitar uma crise com um importante aliado, o PCdoB, hesitava em mudar o comando do Ministério do Esporte. Na quinta-feira 20, Dilma disse a assessores que não agiria sob pressão e reclamou publicamente do “apedrejamento moral” que o ministro do PCdoB estaria sofrendo. Chamou os comunistas de aliados históricos. “Temos de apurar os fatos, temos de investigar. Se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Mas isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia”, afirmou. Em Brasília, Orlando Silva reuniu-se por cinco horas com a cúpula do PCdoB.
Ao chegar de Angola na noite da quinta-feira 20, Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência com a coordenação política do governo. No encontro, comentou que não tinha convicção sobre as denúncias contra Orlando Silva, mas admitiu que o desgaste político sofrido era irreversível. Dilma também consultou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento das investigações na Polícia Federal e no Ministério Público. Na avaliação da presidente, as explicações que o ministro dos Esportes deu na Câmara e no Senado não foram suficientes para reverter o quadro. Pesam também contra Orlando os embates com a Fifa e a CBF para a organização da Copa de 2014. Dessa maneira, o mais provável é que a presidente aguarde os desdobramentos do caso para tomar uma decisão de cabeça fria. Nas fileiras comunistas, caso o PCdoB não perca o ministério, o nome mais cotado para substituir Orlando Silva é o da ex-prefeita de Olinda (PE) Luciana Santos, hoje deputada federal. Seu nome já havia sido sugerido por Dilma quando montou a equipe, mas Orlando acabou mantido por pressão do PCdoB – além de apoio aberto do ex-presidente Lula. Caso a presidente resolva retirar a pasta das mãos dos comunistas, já há articulações para tentar emplacar no cargo o ex-ministro Márcio Fortes, hoje presidente da Autoridade Pública Olímpica. Procurado por ISTOÉ, Agnelo estava fora do País e até o fechamento desta edição não havia se manifestado.
CONTRATO
Empresa Personnalité, dirigida por uma pessoa ligada a João Dias, trabalha para o MP
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Claudiano Filho propõe recursos para obras no Vale do Catimbau
O Parque Nacional do Catimbau é o segundo parque arqueológico do Brasil, com mais de 62 mil hectares, uma área de preservação da caatinga. “É considerado área de extrema importância biológica, apresentando registros de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados há pelo menos 6 mil anos” , ressaltou Claudiano Filho. Segundo o tucano “sendo uma localidade que impressiona por sua beleza, atraindo muitos turistas é necessário pavimentar a estrada de acesso ao local”.
Por Magno Martins
PSDB critica decisão de manter Esporte com o PCdoB
A decisão do governo de deixar o Esporte nas mãos dos comunistas se deve à ameaça feita pelo PCdoB de arrastar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, para a crise. Ele é investigado pelo STJ por irregularidades cometidas à época em que era o ministro no governo Lula.
Fonte: Blog do Magno
Governador veste a camisa em defesa do Polo de Confecções de Pernambuco
Aconteceu na tarde desta terça-feira (18), no Palácio do Campo das Princesas, em Recife, uma reunião entre o Governo do Estado, diretoria do Moda Center Santa Cruz, Câmara de Dirigentes Lojistas, empresários, políticos e entidades ligadas ao setor têxtil. Também participaram da reunião, representantes da Polícia Federal, Vigilância Sanitária e Receita Federal.
Em seu pronunciamento, o governador Eduardo Campos (PSB) disse que, apesar da crise, o momento é propício para reverter o quadro. De acordo com ele, o Estado já planejava lançar campanha para dar uma 'recauchutada' na imagem do Polo de Confecções. O governador disse que é tempo de aproveitar a crise para “levantar o polo", através de uma campanha de investimentos. O socialista antecipou que o Governo Federal, junto com o Estado, está elaborando uma espécie de plano de ações, dentre elas uma mídiaconvidando todo o Brasil para vir fazer suas compras de Natal e Fim de Ano no Polo de Confecções de Pernambuco.
O empresário Arnaldo Xavier confeccionou várias camisetas com a mensagem "Eu uso produtos do polo têxtil. Confecção é coisa séria, não é lixo". Antes mesmo de começar a reunião, o governador fez questão de usar a camiseta, num símbolo de adesão à luta em defesa da imagem do Polo. “O erro não foi do Brasil, foi dos Estados Unidos. O Brasil fez todas as inspeções necessárias. Houve um crime nos Estados Unidos", ressaltou Campos.
Durante a reunião era unanime a afirmação de que a irresponsabilidade de apenas um empresário não pode sujar a idoneidade dos mais de 22 mil empreendedores do Polo Têxtil Pernambucano.
Da cidade de Santa Cruz do Capibaribe participaram da audiência, o síndico do Moda Center, Valmir Ribeiro; os diretores da CDL, Fábio Lopes e Bruno Bezerra; o prefeito Toinho do Pará (PTB); os vereadores Francisco Ricardo (PSDC) e Fernando Aragão (PTB); e o deputado Edson Vieira (PSDB).
Na próxima sexta-feira (21), o Comitê Gestor, formado pelo Moda Center Santa Cruz, CDL, Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap), Prefeitura e Câmara de Vereadores, juntamente com representantes de outras cidades do Polo, estarão se reunindo mais uma vez com representantes do governo para discutir a elaboração da campanha.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Moda Center Santa Cruz
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Cínthia participa de evento em Matheus Vieira
| Cínthia com Julião do Cartório, uma parceria vitoriosa |
Mostrando uma desenvoltura de uma politica jovem e aguerrida, a jovem Cínthia Gonçalves mostrou no último domingo que já é uma grande líder em seu município. A convite de Manoel Serra Branca, a mais nova revelação da política de Taquaritinga, mostrou-se bem a vontade entre os políticos mais experientes.
| Cinthia cumprimentou todos os convidados da festa de Manoel Serra Branca |
| Cinthia conversando com os dirigentes do PC do B |
Cínthia também recebeu o apoio de várias lideranças que estavam presente na residência de Manoel, além de jovens eleitores, entre eles, a de Salatiel, um jovem eleitor do distrito de Pão de Açúcar, que afirmou que irá apoiar Cinthia no próximo pleito municipal.
| Deputado Edson Vieira com lideranças do PSDB de Taquaritinga do Norte |
Ao lado de seus pais e de seu namorado, a jovem política mostrou que ira lutar com força por umas das 11 vagas do legislativo municipal, a pre-candidata já esta com uma aprovação boa dentro da juventude do distrito de Pão de Açúcar.
| Manoel Serra Branca o aniversariante com a jovem política |
| Paulo Ramirez presidente da associação de Vila do Socorro, Cinthia e Ronaldo César presidente do PMDB de Taquaritinga |
Após o evento na casa de Manoel, Cinthia visitou algumas famílias da comunidade, e seguiu para participar da festa do padroeiro de Matheus Vieira.
| Cinthia fala com os eleitores e mostra-se ser uma política moderna |
cinthiavereadora@hotmail.com
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